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Forças ocultas

9 de dezembro de 2015

Juliana Elias

Nos 69 anos desde 1945, fim do Estado Novo, o Brasil teve 16 mandatos presidenciais (considerando-se por mandato o período previsto por lei para o início e o fim da gestão corrente). A duração prevista dos mandatos variou de quatro a seis anos.*

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No mesmo período, foram 25 presidentes.

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É uma média de 2 anos e 8 meses por presidente.

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Ou de 1,6 presidente por mandato. Quer dizer: três presidentes a cada dois mandatos.

Isso significa que, em um mandato não, um sim, em média, desde 1945, houve ruptura antes do término da gestão.

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O governo mais lôngevo foi o de João Figueiredo (1979-1985), com duração de seis anos. O mais curto de Carlos Luz (1955), de três dias.

Carlos Luz, então presidente da Câmara dos Deputados, assumiu a cadeira no lugar de Café Filho, afastado por motivo de saúde, que havia assumido no lugar de Getúlio Vargas, morto. Foi impeachmado pelo Congresso por participar de golpe para evitar a posse do próximo presidente já eleito, Juscelino Kubitschek. Luz e Kubitschek eram do mesmo partido: PSD.

Foi este mesmo mandato, da legislatura de 1951 a 1956, o que registrou maior número de troca de presidentes: quatro. O presidente do Senado assumiu no lugar do da Câmara que assumiu no do vice que havia substituído o titular.

Empata com a legislatura 1961-1966, encurtada em 1964: o presidente eleito ficou sete meses; o presidente da Câmara, passado à frente do vice, por duas semanas; o vice, finalmente, por um ano e quatro meses, e, depois deste deposto, novamente o presidente da Câmara, por mais duas semanas. Três anos, quatro presidências.

 

Dos 16 mandatos desde 1945, 11 foram cumpridos pela mesma pessoa do início ao fim. Sete pela mesma pessoa do início ao fim, democraticamente eleita.

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Em 25 presidentes, nove saíram antes do término da gestão. Um saiu por motivos de saúde e um faleceu por causas naturais. Um foi parte de um governo provisório para impedir a posse do vice. Um sofreu derrame cerebral e teve o vice de fato impedido. Dois sofreram impeachment, um sofreu golpe, um renunciou e um se suicidou.

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O número máximo de mandados consecutivos, sem interrupção, em que um presidente eleito transferiu o cargo para o seguinte, também eleito, foi cinco.

Trata-se do período atual.

 

*Para efeito estatístico, os reeleitos foram contados duas vezes, tanto quanto os respectivos mandatos, e a Junta Militar de 1969, formada por três titulares, como um. O atual mandato, por não estar concluído, não foi considerado. O levantamento leva em consideração os presidentes e mandatos oficialmente reconhecidos pela República).

 

mais em:
Revolucionários de bolso
-Me ensina, por favor

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